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domingo, 21 de abril de 2013

Dedé barrado no Cruzeiro!

 
O jogador Dedé (ex - Vasco da Gama) chegou a ser apresentado pelo Cruzeiro, mas por questões judiciais, a transferência está temporariamente suspensa e o zagueiro não poderá fazer sua estreia pela Raposa.
 

Uma liminar chegou à entidade carioca nesta sexta-feira comunicando a decisão. O motivo são as dívidas do Vasco com a Fazenda que chegam a R$ 50 milhões. Deste modo, os direitos federativos* do jogador e os documentos que seriam enviados para a Federação Mineira estão bloqueados pela Justiça.
 
A situação se complica ainda mais pois o Cruzeiro já depositou os cerca de R$ 14 milhões ao Vasco pela compra. Além disso, o Vasco pagou parte dos salários atrasados a jogadores e funcionários com os valores.

Os dirigentes do Gigante da Colina e do Cruzeiro foram comunicados no início desta sexta-feira sobre a decisão.
 
Confira abaixo o comunicado da Ferj:
 
"FERJ recebe decisão judicial que impede a transferência de direitos federativos de Dedé
A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) recebeu na tarde dessa sexta-feira, 19/04, uma decisão judicial que a impede de transferir os direitos federativos do atleta Anderson Vital da Silva (Dedé). O motivo de tal decisão é um processo da Justiça Federal cujo o autor é a Fazenda Nacional e o réu o Club de Regatas Vasco da Gama. A FERJ acatará toda e qualquer decisão judicial." (www.fferj.com.br)

Ao invés de penhorar os valores transferidos ao Vasco, a justiça vai em cima do atleta, impedindo-o de exercer seu labor. A dívida recaiu sobre uma pessoa! Se isso vira moda....
 
Direitos Federativos - é o direito que o clube possui de registrar seu atleta junto a Federação. Não se divide. É acessório ao contrato de trabalho e nasce com a sua celebração.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Batalha Judicial de Romario x Vasco da Gama

A Justiça Trabalhista divulgou na última quarta-feira o primeiro de muitos capítulos da batalha travada entre Romário e o Vasco nos tribunais. Ao cobrar uma antiga dívida de R$ 58 milhões e mover uma ação contra o seu ex-clube, o atual deputado federal conseguiu a penhora de 5% do passe de quatro atletas cruz-maltinos. Em uma futura negociação, os valores referentes à venda de Dedé, Fellipe Bastos, Éder Luis e Nilton deverão ser repassados diretamente para o ex-jogador.

Além de conseguir a penhora dos direitos federativos, Romário também deverá receber parte das cotas do principal patrocínio da equipe carioca. A decisão judicial, no entanto, moverá outra instância para que o Vasco consiga formular sua defesa e invalidar a medida desta quarta-feira. Aliado a isso, o clube deve organizar um novo processo para exigir do ex-atleta uma quantia que teria sido paga entre 2004 e 2008.

A dívida que Romário cobra do Vasco vem de um empréstimo que teria sido feito ao clube no período que Eurico Miranda era o presidente do time carioca. Contudo, a diretoria alega que nenhum documento ou registro comprova esta movimentação financeira e coloca em dúvida a veracidade das alegações feitas pelo ídolo da torcida cruz-maltina.

O processo movido pelo ex-atacante não arranha sua imagem perante os dirigentes vascaínos apenas, mas também deteriora a idolatria que os torcedores mantêm pelo seu futebol. Embora tenha uma estátua sua localizada atrás de um dos gols de São Januário, Romário deixou de ser unanimidade ao cobrar a antiga dívida de sua equipe e gera protestos por não mover ações contra outros times que também teriam de arcar com pagamentos atrasados.

Fonte: Gazeta Desportiva

sábado, 17 de março de 2012

Racismo no esporte

Já não é de hoje que tomamos ciência de mais um episódio de racismo envolvendo atletas de diferentes modalidades desportivas. Não tem tanto tempo que jogadores da equipe de vôlei foram xingados ferozmente por torcedores da torcida adversária por conta da cor de sua pele.

No último dia 14 de março, presenciamos mais um episódio dessa natureza, desta vez envolvendo os jogadores da equipe do Vasco da Gama que realizaram partida pela Copa Libertadores contra o time do Libertad, em Assunção, Paraguai.

Alguns jogadores do time carioca foram perseguidos durante toda a partida, dentre eles Dedé e Renato Silva, com insultos vindos da torcida adversária e que tinham como base a cor da pele. Os gritos de "macaco", além da pouca hospitalidade da equipe local, que proibiu o Vasco de treinar no Estádio Nicolás Leoz antes da partida e as precárias condiçoes das instalações onde o time ficou concentrado foram decisivos para o empate da partida, segundo alguns atletas cruzmaltinos.

Lamentável acontecimento é punido segundo o Código Brasileiro de Justiça Desportiva, senão vejamos:

Art. 243-G. Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: (Incluído pela Resolução CNE nº 29 de 2009).
PENA: suspensão de cinco a dez partidas, se praticada por atleta, mesmo se suplente, treinador, médico ou membro da comissão técnica, e suspensão pelo prazo de cento e vinte a trezentos e sessenta dias, se praticada por qualquer outra pessoa natural submetida a este Código, além de multa, de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais).

§ 2º A pena de multa prevista neste artigo poderá ser aplicada à entidade de prática desportiva cuja torcida praticar os atos discriminatórios nele tipificados, e os torcedores identificados ficarão proibidos de ingressar na respectiva praça esportiva pelo prazo mínimo de setecentos e vinte dias.
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